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Viticultura de altitude: ciência aplicada ao vinho brasileiro
Por Luis Eduardo da Cruz5 min de leituraViticultura
A viticultura de altitude em clima tropical inverte parte da lógica clássica europeia. A amplitude térmica entre dia e noite, e não a latitude, torna-se o principal fator de preservação de acidez e de construção aromática.
O manejo de dupla poda desloca a maturação para os meses secos e frios do ano, reduzindo pressão fúngica e permitindo colheita em condições sanitárias mais favoráveis.
A escolha de castas segue o mesmo raciocínio: variedades de ciclo compatível com a janela seca local tendem a expressar melhor o terroir de altitude do que transposições diretas de regiões temperadas.
Perguntas frequentes
- O que caracteriza a viticultura de altitude no Brasil?
- A amplitude térmica entre dia e noite, e não a latitude, torna-se o principal fator de preservação de acidez e construção aromática.
- O que é a dupla poda?
- Um manejo que desloca a maturação para os meses secos e frios do ano, reduzindo pressão fúngica e permitindo colheita em melhores condições sanitárias.
- Como escolher castas na Serra da Mantiqueira?
- Priorizando variedades cujo ciclo seja compatível com a janela seca local, em vez de transpor diretamente escolhas de regiões temperadas.